quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Secularização multiplicou deuses na sociedade pós-metafísica

30/9/2009

Também as religiões se inscrevem no mercado da globalização liberal e concorrem entre si, declarou o sociólogo Jean-Louis Schlegel, um dos conferencistas do Simpósio Internacional “Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica”.

O Simpósio, reunido de 14 a 17 de setembro, foi organizado pelo Instituto Humanitas (IHU) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo.

A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação - ALC, 29-09-2009

Não se está, portanto, diante de uma situação de “vazio” religioso, mas de um “muito pleno”, “não num deserto religioso, mas na multiplicidade dos deuses”, disse Schlegel. Assim, a secularização não pode ser compreendida como um recuo ou o fim da religião, mas como uma recomposição do religioso, uma nova forma para a religião, assinalou.

Na mesma direção posicionou-se o professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Benilton Bezerra Júnior, que também apresentou conferência no Simpósio.

“Não seria exagero dizer que hoje a lógica do mercado invadiu até mesmo o campo das religiões institucionalizadas.” O capitalismo, analisou, conseguiu colocar até mesmo o inconsciente a serviço do capital.

Assim, numa sociedade em que “a repressão foi substituída pela incitação ao gozo” o inconsciente funciona como “uma fonte de alimentação contínua do processo de produção, circulação e consumo de bens. A preocupação com o Bem deu lugar à ocupação com os bens”, frisou.

Em tal sistema, cai como uma luva a oferta das chamadas igrejas que propagam a teologia da prosperidade, nas quais a relação com o divino é mediada pelo valor dos bens numa relação de troca: se o crente demonstrar a fé pela oferta financeira, Deus o recompensará com sucesso material.

Na conferência “A narrativa de Deus a partir do diálogo inter-religioso”, o professor do Departamento de Cristianismo da Universidade de Madras, Felix Wilfred, de Chenai, Índia, destacou que a globalização “ajudou a comunicação de crenças, símbolos e práticas religiosas entre tradições religiosas, e fez com que o encontro das religiões seja mais fácil”.

Na análise de Wilfred, o diálogo inter-religioso levou seus interlocutores a se depararem com as inumeráveis formas pelas quais é possível aproximar-se do mistério de Deus.

“O diálogo inter-religioso ajudou a nos darmos conta de que chegamos mais perto do mistério de Deus quando o buscamos junto com outras pessoas, do que quando o fazemos dentro de nossa própria tradição”, constatou o sociólogo.

Na vivência do professor da Universidade de Madras, “todas as religiões juntas conseguem dizer um pouco mais a respeito do mistério de Deus do que qualquer uma delas sozinha.” Apesar desse empreendimento, “Deus sempre continua sendo mais e acima de todos os nossos esforços, tanto individuais quanto coletivos.”

A experiência de diálogo com o povo de religiões de matriz africana “só tem me feito abrir mais a minha inteligência para captar o mistério de Deus”, colocou novos horizontes, “me fez aprender mais sobre Deus”, escreveu o padre jesuíta e professor do Centro Atabaque de Cultura Negra da Universidade de São Paulo, Clóvis Cabral.

Deus é misterioso mesmo e “nenhuma religião é dona Dele, tem a plenitude de Deus em si. Deus é maior do que as religiões, do que os discursos sobre Ele”, afirmou Cabral.

Nas palavras de Schlegel, “o ‘sagrado’ já era obscuro antes e ele o é ainda mais na sociedade moderna!”


http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=26161

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O futuro das religiões

As religiões sempre foram muito importantes para toda humanidade, porque sempre tivemos a necessidade de receitas ou de fórmulas para acessar Deus, em função de nossos níveis de consciência. Mas o homem vem evoluindo e sua forma de ver o divino também.

Nos dias de hoje, percebemos que para o indivíduo moderno, a maioria das religiões não conseguem mais explicar com esclarecimento, sensatez e sobriedade, questões como por exemplo: De onde viemos? Para onde vamos? Quem somos? Qual é a nossa missão? Porque sou brasileiro e não jamaicano? Porque sou filho desse pai? Porque sou filho daquela mãe? Porque as pessoas morrem? O que é a morte? O que é o espírito? Como posso transformar a minha realidade de vida? Por que tenho essa realidade de vida? Por que fico doente?

E todas essas, são algumas das poucas perguntas que não podem ser respondidas de forma coesa pela maioria das religiões do mundo.

Mas essa não é a única limitação. Muitas pessoas não suportam falar de Deus porque associam esse termo às insanidades ocorrentes no planeta, em que pessoas comuns se mutilam, fazem guerra, tudo para defender seus pontos de vista religiosos.

Chega de tanta ignorância e alienação! O homem precisa sair dessa hipnose insana que vive quando o assunto é a sua essência divina. Temos que aprender a perceber que somos de natureza espiritual, entendendo as implicações em que isso resulta.

Não foram os Grandes Mestres que criaram as religiões, foram os homens comuns! Suas idéias e lições amorosas sempre foram voltadas a práticas de um estilo de vida orientado a evolução do espírito, sempre de forma leve e bondosa, respeitando, perdoando e amando.

Não existe um Deus que castiga, ou um Demônio que investe nas almas pecadoras, mas um universo que responde energeticamente a tudo que fazemos.

As religiões foram realmente importantes até os tempos mais recentes na história evolutiva da humanidade, só que precisam encerrar seus ciclos, que diga-se de passagem, dignos de aplausos(é claro que isso ainda demanda um pouco de tempo). Só que agora, não mais comportam as necessidades e anseios que transbordam do coração das pessoas.

Se elas continuarem assim como estão nos dias de hoje, acabarão por escravizar, tolher e atrapalhar a evolução de seus fiéis, que por sua vez, não devem ser fiéis às linhas religiosas, mas a um estilo angelical de vida. A conduta moral não deve acompanhar apenas escrituras, mas principalmente princípios de bondade, equilíbrio e amor ao próximo como a si mesmo.

Não existem fórmulas ou métodos perfeitos, não somos capazes de expressar em palavras faladas ou escritas, a divindade universal. Qualquer tentativa, mesmo que bem intencionada e elaborada, ainda que crivada de muita sabedoria, mesmo assim seria um modelo rústico diante da grandeza da mente divina e do Grande Espírito que rege esse universo incrível.

E porque falar de tudo isso?

Simplesmente porque as pessoas estão distantes de Deus. Um distanciamento que ocorre por ilimitadas causas. Falta de crença, ignorância espiritual, alienação, contrariedade, inquietação, conflitos, preguiça, e tantos e tantos motivos. O ser humano precisa de um estilo que se adapte ao jeito moderno e agitado de viver, que se ajuste a essa loucura toda que nós mesmos criamos. Ou seja, religião nenhuma, com suas estruturas dogmáticas e rituais rígidos conseguem acompanhar essa necessidade. O que reforça ainda mais as limitações das religiões e a necessidade que encerrem seus ciclos e saltem para uma nova concepção.

É importante evidenciar que, para muitas pessoas que tem preguiça de pensar, (ou até mesmo medo de buscar um conhecimento que gere uma reforma intensa) que precisam buscar no mundo exterior os ensinamentos e a conduta espiritual elevada, as religiões se mostram ainda importantes, porque estão sendo necessárias para esses níveis de consciência ainda existentes. Nesses casos, sem o amparo das estruturas religiosas tradicionais, o caos seria ainda maior, comprovando que muitas pessoas ainda não estão prontas para esse novo conceito evolutivo.

Na sua maioria, as pessoas não conseguem perceber Deus ou o Espiritual em suas vidas. Não podem compreender onde essa consciência seria necessária, mas a importância de caráter emergente se mostra quando assistimos o sofrimento diário das pessoas em seus conflitos e emoções atrapalhadas. Se o sofrimento ocorre demasiadamente, algo está errado. Definitivamente! E se a compreensão da natureza e a importância da vida lhe é algo remoto, o alerta é ainda maior.

As dores da alma estão borbulhando na crosta terrestre, e a natureza já dá sinais claros de que não anda nada contente...

Mas de que adianta falar tanto disso? Muitas pessoas concordam com tudo que foi citado acima, acatam o pensamento de que nossa essência é divina e que precisamos nos conectar a ela. Mas quando vão buscar esse Deus, essa compreensão, a confusão é grande. Isso porque nossa educação sempre foi de cultuar um Deus que se mostra distante. Simplesmente, porque fomos ensinados ou conduzidos no passado a buscar um caminho religioso, que é muito diferente de buscar espiritualidade.

Um homem religioso é aquele que acata e segue os ensinamentos de uma determinada religião. Já um ser espiritualizado é aquele que busca um estilo de vida fundamentado em máximas de vida, como amor, perdão, respeito, independente de rótulos ou estruturas. A espiritualidade é um estado de consciência. Assim como céu e inferno também são, que dependem muito mais da conduta de cada um do que qualquer coisa. A espiritualidade é a verdade do espírito, que pode até ser aprofundada no aprendizado religioso, mas desde que não seja apenas por uma via ou receita. Precisa ser leve, universal, senão trancará a evolução do homem, inevitavelmente.

Mas como sabemos, embora você possa concordar com tudo que foi dito, acatar integralmente, ainda assim existe uma lacuna muito grande, quando o assunto é colocar essa espiritualidade na prática, que quer dizer viver a vida com a consciência espiritual. Sem punições, dogmatismos ou ritualísticas incompatíveis com a realidade terrestre atual, o que ainda não está impregnado em nosso nível de consciência.

Por isso a importância da busca espiritual livre e simples, que torne essa caminhada algo igualmente simples, principalmente que não se materialize no formato obsoleto de uma linhagem religiosa. Mas que possa lhe ajudar a qualquer um no entendimento de que quanto maior for o nosso nível de consciência espiritual, maior também serão as nossas possibilidades de desenvolver felicidade real, duradoura. Menor também serão os sofrimentos, os conflitos e as doenças da alma. E principalmente, que tudo isso possa sim, ser feito na realidade do nosso dia-a-dia, sem dogmas.

Que possamos entender de forma gradual, tranquila, que o conhecimento e boa utilização de algumas naturezas do universo podem ser grandes aliadas na nossa caminhada por "aqui". A busca espiritual não terá sentido se não melhorar a nossa história de vida, não nos fizer pessoas melhores ou não nos trouxer benefícios coletivos.


por Bruno J. Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br Escritor autor de 3 livros. Criador da Fitoenergética, palestrante, mestre de Reiki, Karuna Reiki e Sechim(Cura Egípcia).É graduado em Química industrial e Black Belt em Seix Sigma É co-fundador do Portal Luz da Serra. www.luzdaserra.com.br e-mail: sintonia@luzdaserra.com.brLido 1332 vezes, 82 votos positivos e 3 votos negativos. E-mail:sintonia@luzdaserra.com.brVisite o Site do autor

domingo, 10 de maio de 2009

Update: BBC posta vídeo de árvore em pulmão de homem

Lembra quando sua mãe dizia pra você não engolir o caroço da maçã que uma nasceria uma dentro do seu estômago? Lenda, né? Pois parece que não. Um site russo deu hoje a notícia de que um homem tinha crescendo, dentro do pulmão, uma árvore de 5 centímetros.O paciente chegou ao hospital com dores fortes no peito e tossindo sangue. Depois de ser examinado, os médicos acharam que ele estivesse com câncer e, quando foram fazer a biópsia, encontraram os galhos verdes espetando o órgão. Segundo o site, os médicos acham difícil que o paciente tenha engolido o objeto inteiro. Para eles, é mais provável que a mini-árvore tenha crescido lá dentro.O caso vai ser estudado para entender se existe mesmo a possibilidade de uma planta se desenvolver dentro do corpo humano. Só sei que eu não arrisco mais engolir caroço de melancia....

***************** Update*****************

A BBC acaba de liberar um vídeo da cirurgia do homem. Pra quem tava duvidando, veja aqui.

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/index2.shtml

Cérebro de mãe é 'turbinado' em todos os sentidos

Um dos fenômenos muito especiais da maternidade é o deslocamento do eixo de preocupações de uma fêmea: a vida orientada para suas próprias necessidades passa a se concentrar também no cuidado e bem-estar de seus filhos. A natureza dá uma forçinha para que esse projeto de cuidar da cria seja bem sucedido, já que as alterações hormonais características da gravidez, parto e lactação, permitem com que o cérebro das mães seja "turbinado" nessas fases. O cérebro materno é por definição um modelo espetacular do fenômeno de neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro em criar novas conexões em resposta a um estímulo. A maior parte das evidências de incremento de funções cerebrais com a maternidade tem origem em estudos com mamíferos inferiores, especialmente os roedores. Pesquisas apontam que não só as alterações hormonais, mas também o ambiente rico em estímulos associados à maternidade (por exemplo múltiplas novas tarefas, sons, cheiros) têm um papel importante nesse 'upgrade' cerebral das mães. A maioria dos mamíferos compartilha instintos maternais de defender seu ninho e sua cria. Ao ter que optar entre sexo, drogas, alimento, ou seu ratinho recém-nascido, mamães ratas fazem a escolha por seus ratinhos. O cuidado com os filhotes ativa nas mães centros cerebrais de recompensa ligados ao prazer, mesmo no caso de filhotes adotivos, e essa também é uma forma de explicar as raízes do altruísmo. Esse fenômeno também foi demonstrado entre as mães humanas ao ouvir o choro dos filhos, ou simplesmente ao olhar para eles. Em ratinhas, temos evidências de que a maternidade provoca aumento do volume dos neurônios e mais conexões em algumas regiões cerebrais. Mais recentemente, tem sido demonstrado também o fenômeno de geração de novos neurônios. Essas mamães passam a apresentar melhor desempenho em orientação espacial e memória, ficam mais corajosas e rápidas para capturar a presa, e com menos sinais de ansiedade em situações de estresse. Tudo em prol de uma maior capacidade de alimentar as crias. Não é à toa que Artemis é ao mesmo tempo a deusa grega do parto e da caça. E esses efeitos parecem durar bastante. As mamães ratinhas chegam ao equivalente humano de 60 anos de idade com melhor performance e coragem, além de menor declínio cognitivo e também menos sinais de degeneração cerebral quando comparadas a ratinhas virgens da mesma idade. E com os pais? As pesquisas são menos abundantes do que com as mães, mas também revelam que tanto primatas como roedores apresentam mudanças cerebrais com a paternidade: aumento de conexões, melhor habilidade espacial e menos sinais de ansiedade. É possível que a neurobiologia da maternidade humana não seja tão diferente daquilo que já foi demonstrado em mamíferos inferiores, já que a maior parte do código genético dos humanos é idêntica à dos ratinhos ou dos primatas. Não duvido que as mães modernas com suas rotinas de malabaristas apresentem adaptações cerebrais associadas à maternidade bem mais robustas do que das ratinhas, já que são submetidas a um nível de estimulação ambiental como nenhuma outra espécie. Além de cuidar da cria e de sua própria sobrevivência, frequentemente protagonizam diversos outros papéis simultâneos (esposa, amante, conselheira, provedora, profissional realizada ou em busca de realização, dona-de-casa, etc.). É estímulo para dar, vender e jogar fora! *Ricardo Teixeira é doutor em neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" (www.consciencianodiaadia.com).

http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-34--18-20090508

Aranhas aumentam de tamanho por causa de aquecimento global

08 Mai 2009 13:17

Geleiras derretendo? Humpf... esse é o menor dos problemas. Cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, publicaram um estudo dizendo que o aquecimento global pode ser a causa do aumento no tamanho das aranhas carnívoras habitantes do Ártico. Segundo a pesquisa, que acompanha a espécie há dez anos, elas já estão 10% maiores... Imagina daqui uns 50 anos? Ai credo...


http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/index1.shtml

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Lenda Indiana sobre a criação da Mulher


Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendonada sólido para construir a Mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade,alegria e tristeza e assim fez a Mulher e a entregou ao homem como sua companheira.
Após uma semana, o homem voltou e disse:
- Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz.Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atençãoo dia inteiro...e assim as minhas horas são desperdiçadas. Elachora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, muito tempo ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.Depois de uma semana o homem voltou ao Criador e disse:- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela, em como ela dançavacantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava e comigo e como se achegava a mim. Ela era agradável de se ver e de acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir.
Por favor, me dê ela de volta.
- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.
Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:
- Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar mas, depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer.Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!O Criador respondeu:- Mas também não sabe viver sem ela.
E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.O homem desesperado disse:
- Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.
E arremata o Criador:
- Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto.
Amor é um sentimento a ser aprendido.
É tensão e satisfação.
É desejo e hostilidade.
É alegria e dor.
Um não existe sem o outro.
A felicidade é apenas uma parte integrante do amor.
Isto é o que deve ser aprendido.
O sofrimento também pertence ao amor.
Este é o grande mistério do amor. própria beleza e o seu próprio fardo.
Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria.
A pessoa terá sempre que abdicar de alguma coisa para possuir ou ganhar uma outra coisa.
Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua felicidade.
É como plantar uma árvore frente a uma janela...
Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem.Troca o silêncio pelo gorgeio da passarada ao amanhecer.
É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do AMOR.

Significado das flores

Encontrei o significado das seguintes flores:


Acácia amarela – amor secreto
Acácia branca ou rosada – constância, elegância
Amor perfeito – meditação, recordações, reflexão
Azaléia branca – romance
Azaléia rosada – amor à natureza
Camélia branca – beleza perfeita
Camélia rosada – grandeza da alma
Camélia vermelha – reconhecimento
Cravo amarelo – desdém
Cravo branco – amor ardente, ingenuidade, talento
Cravo rosado – preferência
Cravo vermelho – amor vivo
Crisântemo amarelo – amor frágil
Crisântemo branco – verdade
Crisântemo vermelho – "eu amo"
Dália amarela – união recíproca
Dália rosada – delicadeza
Dália vermelha – olhos abrasadores
Girassol – dignidade, glória, paixão
Hortência – frieza, indiferença
Jasmim – amor, beleza delicada, graça
Lírio – casamento, doçura, inocência, majestade, pureza
Magnólia – amor à natureza, simpatia
Margarida – inocência, virgindade
Orquídea – beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual
Miosótis – amor sincero, fidelidade
Narciso – egoísmo, introvertia, vaidade
Papoula – fertilidade, ressurreição, sonho
Rosa amarela – ciúme, desconfiança, infidelidade, suspeita
Rosa branca – amor a Deus, pensamento abstrato, pureza, silêncio, virgindade
Rosa chá – respeito, admiração
Rosa champagne – admiração, reverência
Rosa laranja – fascínio, encanto
Rosa rosa – amizade, carinho
Rosa vermelha – admiração, caridade, casamento, desejo, espiritualidade, martírio, paixão
Sempre-viva – declaração de guerra, eternidade, imortalidade, permanência
Tulipa amarela – amor sem esperança
Tulipa vermelha – declaração de amor
Violeta – lealdade, modéstia

domingo, 5 de abril de 2009

Como é difícil mudar!

:: Graziella Marraccini ::

Ando percebendo que, à medida que envelhecemos, encontramos mais dificuldades em fazer as alterações necessárias para nos adaptar aos percalços da vida diária. Neste momento de crise onde a cada dia parece que estamos a 'matar um boi', a nossa adaptabilidade pode ser nossa salvação. A astrologia nos ensina que as pessoas nascidas em signos astrológicos chamados de 'FIXOS' têm mais dificuldade em se adaptar, não aceitando facilmente as contrariedades. Essas pessoas podem ter dificuldades de mudar de hábitos materiais, de pensamentos e crenças, ou de sentimentos.

Em astrologia, consideram-se que existem na manifestação quatro elementos e três qualidades. Os elementos são: FOGO, TERRA, AR E ÁGUA, e as qualidades - ou seja a forma como os elementos se manifestam - são três: CARDEAL, FIXO e MUTÁVEL. A combinação desses elementos e qualidades forma o conjunto dos doze signos zodiacais. Deste modo, para cada signo temos um elemento associado a uma qualidade: o elemento Fogo/Cardeal pertence ao signo de Áries, onde o Sol se encontra atualmente.

A qualidade Cardeal é associada à atividade, ao movimento e à energia física, a ação linear e direta, visando uma meta. Por essa razão as pessoas nascidas sob o signo de Áries, primeiro do Zodíaco, são conhecidas por sua impetuosidade, audácia, ambição e até violência, manifestações do elemento Fogo que lhes confere também o pioneirismo, o espírito de liderança e de iniciativa da qualidade Cardeal.
O segundo signo do Zodíaco, Touro, é um signo de Terra, de qualidade Fixa. Ele confere estabilidade, firmeza, força de vontade e ainda resistência física. A capacidade de lidar com o lado material da vida (dinheiro, trabalho e rotina) é natural ao elemento Terra e é comum também aos outros signos deste elemento (Virgem e Capricórnio).
No entanto a qualidade Fixa dificulta a adaptabilidade às mudanças e aos hábitos materiais. Os desejos e emoções do taurino são muito persistentes, seus sentimentos imutáveis e sua necessidade de segurança, infinita. O terceiro signo do Zodíaco, Gêmeos, pertence ao elemento Ar e tem a qualidade Mutável. Podemos afirmar então que as pessoas que pertencem a esse signo são as mais adaptáveis, são aquelas que possuem maior maleabilidade, pelo menos aparentemente. O elemento Ar é relacionado com o intelecto e a inteligência, e por essa razão os geminianos possuem muita facilidade de compreensão, rapidez de raciocínio e uma loquacidade notável. Na realidade, os outros signos mutáveis, Virgem-Terra, Sagitário-Fogo e Peixes-Água também possuem essa adaptabilidade, que será manifestada diferentemente por causa do elemento que os compõe. Assim, Virgem se adapta bem à rotina e tem inteligência e maleabilidade. Sagitário está sempre em busca de novas conquistas e necessita de atividade constante para dar vazão ao seu espírito aventureiro. O pisciano, finalmente, possui uma instabilidade emocional imensa, estando muito sujeito à influência do ambiente exterior e podendo usar as vias de escapes diante das dificuldades.

Esses são somente exemplos de como cada signo pode reagir diferentemente a um mesmo aspecto astrológico. Por essa razão, quando um astrólogo prepara uma previsão anual ou faz uma analise de trânsitos planetários, ele precisará levar em conta todos esses elementos para saber de que forma o seu cliente irá reagir diante da dificuldade que está enfrentando. Ele irá se adaptar? Irá se desesperar? Irá chorar ou irá simplesmente sentar e esperar que a solução caia do céu? Cada um irá reagir de uma forma diferente!

Fazendo essa reflexão sobre a adaptabilidade, sugiro que cada um perceba de que forma está se adaptando a esse momento de crise que, visto que a insistência diária sobre o assunto nos noticiários, pode nos deixar literalmente em pânico. Encarar os obstáculos de maneira positiva é como analisar o 'copo meio cheio'. Existem pessoas que ao ver um copo cheio pela metade com água, o consideram 'meio vazio' e outros que o consideram 'meio cheio'. Isso se chamaria atitude otimista ou pessimista. Existem pessoas que, diante de um obstáculo, procuram uma maneira para contorná-lo, outros sentam e choram, etc. Neste período em que Saturno e Urano se enfrentam no céu, precisamos mais do que nunca usar a criatividade e a adaptabilidade para sair da tempestade atual. (Leiam também ENFRENTANDO AS TURBULÊNCIAS).
Não sobreviveremos a não ser afrouxando as velas, ficando atentos às ondas e aos ventos e não deixando que nossas convicções e hábitos enraizados controlem nossas ações. Talvez, em algum momento, devemos deixar de comprar algo que desejamos, diminuindo nosso ímpeto de consumo. Talvez seja mais prudente não fazer aquela viagem almejada, ou não comprar o carro novo que desejaríamos (apesar dos incentivos do governo!). Na realidade, devemos observar que podemos simplesmente estar procurando os bens materiais para conseguir manter o status social e ostentar poder. No entanto, o cosmo nos indica que devemos mudar esses valores aproveitando as energias astrais deste momento e fazer uma grande transformação de hábitos. Uma vida mais simples nos deixará mais felizes, creiam-me!


Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas
e dirige a Sirius Astrology. Clique aqui e faça seu mapa astral on-line.
Atende em seu consultório em São Paulo com hora marcada no horário comercial.


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08545

Está procurando por um amor?

:: Rosemeire Zago ::

Algumas pessoas que estão sozinhas ficam se perguntando por que o último relacionamento acabou, onde erraram e, ainda assim, continuam a começar relacionamentos tendo o mesmo final: não deu certo! O que acontece? Por que algumas pessoas não percebem que repetem o mesmo padrão na busca por um relacionamento e por mais que desejem um relacionamento duradouro, não conseguem passar os limites de dias ou alguns meses? Para saber o que acontece por trás dessa repetição de padrão é necessário reconhecer os pontos em comum.

Pare por alguns minutos e reflita sobre seus antigos relacionamentos. Busque o que há em comum entre eles, seja na maneira que termina, como foi durante o relacionamento mas, principalmente, observe a maneira com que ele começa.
Segue abaixo os comportamentos mais comuns quando estamos procurando desesperadamente por amor e que muitas vezes faz com que comecemos relacionamentos que terão o mesmo fim que os anteriores e que nos machucam um pouco mais.

Leia abaixo e procure identificar se há alguma relação com seu jeito de agir:

Por medo, muitas vezes inconsciente, de ficar sozinho, aceita a primeira pessoa que aparece, sem analisar se existem objetivos em comum, valores semelhantes, ou ignorando esses fatores;
Mesmo havendo sinais evidentes que mostram que não é a pessoa mais indicada para se relacionar, você ignora e insiste em tentar algo;
Ao conhecer alguém começa a ceder em tudo, só para agradar o outro, mas com o tempo percebe que perdeu a si mesmo;
Por não ter referências de um relacionamento sadio, permite-se receber muito pouco ou manter um relacionamento destrutivo;
Confunde amizade, gentileza, apego, com amor;
Por dificuldade em dizer não, aceita sair com alguém mesmo percebendo que não é quem quer;
Fica preso às aparências e promessas que raramente se concretizam;
Simula um encontro "casual", deixando a outra pessoa sem opção;
Sem amor-próprio ou respeito por si mesmo, implora que o outro fique ao seu lado, mesmo sabendo que o outro não o quer mais;
Acredita que o que essa pessoa que acabou de conhecer fez no último relacionamento não fará com você;
Pretende ajudar o outro a superar os problemas atuais, com o desejo inconsciente de salvá-lo e quem sabe, assim irá perceber seu valor e ficar com você;
Ignora as incoerências entre as palavras e as atitudes;
Acaba de conhecer uma pessoa e já se imagina, ou age ou espera, como se tivesse um relacionamento de anos;
Insiste em querer que a pessoa seja o que idealizou, mesmo que se mostre muito longe de ser quem você espera que seja;
Confunde atração física com amor, ou espera que, mantendo relações sexuais, obterá amor;
Permanece no relacionamento mesmo estando infeliz, esperando que o outro mude, ainda que não demonstre interesse em mudar.

Como podemos observar, há alguns sinais evidentes que a relação dificilmente dará certo, mas por alguns motivos, muitas vezes inconscientes, as pessoas ignoram esses sinais.
Há momentos em que tudo que conseguimos perceber é apenas a confusão em que nos encontramos, onde os sintomas são facilmente identificados: angústia, pesadelos, dores no corpo, insônia ou necessidade de dormir mais, agressividade, irritabilidade, entre outros sintomas, mas interpreta esses sintomas pelo fato de estar só. Não é a solidão que o leva a entrar em relacionamentos desastrosos, mas a falta de conexão consigo mesmo e, isso sim, é que intensifica a solidão. O que poderá refletir em todas as relações, seja brigando, machucando, sendo machucado, mantendo assim o mesmo padrão.

Para mudar padrões é preciso reconhecê-los e se responsabilizar por ter permitido que sua mente ficasse em total desordem. Você é a única pessoa que poderá arrumar toda essa bagunça. Mas nesse momento, você deve estar se perguntando: "Como"? Primeiro entenda que se esconder fugir ou evitar as dificuldades não irá resolve nada, pois quase sempre, ficar parado não produz mudança alguma. É importante entender que toda experiência proporcionada pelos relacionamentos anteriores, ainda que tenham sido desgastantes e dolorosos, foram necessários para seu crescimento. Só assim conseguirá quebrar esses padrões. Para isso só há um caminho: a consciência que muitas vezes queremos nos relacionar com alguém antes de nos unirmos a nós mesmos. Mas será que isso é possível? Não! Você não conseguirá receber amor de fora enquanto não receber o amor que há dentro de si mesmo! Pense nisso!

Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08550

terça-feira, 31 de março de 2009

Quando não tem mais nada a fazer... escute o silêncio

:: Rubia A. Dantés ::

Quem nunca passou pela experiência de se sentir de mãos atadas diante de alguma situação onde, por mais que tentemos buscar soluções, constatamos que não existe nada que possamos fazer...
Mesmo reconhecendo que não podemos fazer nada... fazemos.

Tornamos o problema maior quando resistimos a ele... quando nos preocupamos... e, pior ainda, quando começamos a reclamar... a contar para um monte de gente o nosso drama. Ficamos tão envolvidos que as coisas parecem cada vez piores e sem saída...
Ao fazermos isso, usamos toda nossa energia para aumentar o problema e criar mais e mais obstáculos... e o que já era ruim fica muito pior.
E quando já cansados, por uma fração de segundo, entregamos os pontos e desistimos de lutar... pode ser soluções surpreendentes surjam de maneira inesperadas.

Sei que em algum ponto todos já passamos por isso uma, ou muitas vezes... E aos poucos vamos percebendo que "fazer nada" pode ser muito mais positivo do que esse "fazer" que só aumenta o problema.

"Entregar os pontos" nem sempre é sinal de fraqueza... Muitas vezes, é preciso mais coragem para se render do que para lutar, porque a rendição à vontade Divina exige uma total disponibilidade para seguir os caminhos que não são escolhidos pela personalidade.
E a ação silenciosa da entrega se revela muito mais efetiva do que as barulhentas lutas do ego por poder.
Pode ser que a princípio nos rendamos por cansaço... desânimo, ou por termos chegado ao limite das nossas forças...
Mas com o tempo, vamos percebendo o movimento do Universo e aprendendo que quem entrega os pontos nesse caso é o ego e com isso abre espaços para que a Divindade em nós possa agir... trazendo soluções que nem sonhávamos, porque essa parte "Que Sabe" tem acesso a infinitas possibilidades.

Quando nos rendemos à vontade da Alma temos toda calma para observar as situações sem precisar reagir imediatamente a tudo... entendemos que essa reação é guiada pelas memórias e nos damos tempo para observar o que vem do silêncio... O que escutamos -sem precisar de palavras- chega na hora certa e de forma simples e natural... e quando agimos, fazemos isso sem esforço porque nossa ação está em sintonia com a Vontade Divina e essa ação, assim guiada, sempre percorre o caminho mais fácil.
Esse silêncio que é vazio de memórias e de pensamentos é tão profundo e reconfortante que um minuto dessa experiência nos alimenta por muito tempo...

Recentemente, experimentei esse silêncio, depois de um dia bastante agitado pela minha mente... que buscava solução fora de mim... À noite, me deitei e me distraí um pouquinho dos pensamentos... e nesse pequeno intervalo de tempo me surpreendi sendo preenchida por um silêncio tão inesperado e tão intenso que eu parei de existir e dei lugar ao som do Vazio e à profundidade...
Dormi como se nunca tivesse existido nada além do Silêncio...

E agora... sempre que me lembro, volto a sentir nuances desse silêncio, não com a mesma profundidade... mas, o suficiente para querer me alimentar cada vez mais dessa fonte que está disponível dentro de cada um.



Rubia A. Dantés é Designer, cria mandalas e ilustrações em conexão...
Trabalhos individuais e em grupo, com o Sagrado Feminino, o Dom e o Perdão...
Clique aqui e visite seu site,
medite on-line e conheça suas mandalas.
Email: rubiadantes@globo.com

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08515

Dentro dos conceitos da doutrina, os budistas são ensinados a não alimentar ilusões sequer de iluminação (a "meta" do budismo!), como podemos ver no ensinamento do patriarca chinês Lin-chi, no séc. IX:

Seguidores do caminho, se você desejar ver o Dharma claramente, não deixem ser iludidos. Se você se voltar para o exterior ou para o seu interior, o que quer que você encontre, mate-o. Se você se encontrar com o Buda, mate o Buda; se você se encontrar com os patriarcas, mate os patriarcas; se você se encontrar com Arhats, mate os Arhats; se você se encontrar com seus pais, mate o seu pais; se você se encontrar com seus parentes, mate seus parentes; então, pela primeira vez, você verá claramente. E se você não depender das coisas, haverá emancipação, haverá liberdade.

A finalidade deste ensinamento não era, obviamente, incentivar o homicídio (um dos preceitos budistas é não matar), mas sim o desapego, não só das coisas físicas como das tradições, das cerimônias, da expectativa de uma iluminação por conta de certas práticas. Esse é o ensinamento budista mais valioso, exposto da forma mais radical e efetiva (não tomada literalmente, claro).

sexta-feira, 20 de março de 2009

O amor do século XXI

por Flávio Gikovate (13/03/2009)

Aos 65 anos de vida, 41 de clínica, mais de 20 livros publicados, o médico psiquiatra Flávio Gikovate apresenta em seu último lançamento “Uma história do amor... com final feliz” (MG Editores) um novo modelo nas relações afetivas: “o amor do século 21 não será mais essa idéia de fusão de duas metades, e sim a aproximação de dois inteiros. Uma coisa mais parecida com a amizade, com mais afinidade intelectual do que física". Essas reflexões a cerca do amor do futuro, entre outras, ele nos apresentou durante uma conversa. Confira trechos da entrevista concedida por Gikovate à equipe do site Atmosfera Feminina.


AF - Para onde caminha a relação homem e mulher nos tempos modernos?
FG - Os relacionamentos estão mudando, de forma lenta, é verdade, mas estão mudando. O número de pessoas que buscam parceiros e afins, com os quais se estabelece uma relação de companheirismo, lealdade e confiança recíproca (exatamente como nas amizades sinceras), tem aumentado. Relações desse tipo são estáveis, duradouras e correspondem ao que chamo de mais amor, único tipo de relacionamento capaz de sobreviver a um mundo em que cada vez é mais interessante ficar sozinho. Um relacionamento em que a individualidade de cada um é respeitada.

AF - As conquistas profissionais e a independência da mulher afetaram de que maneira as relações dos casais?
FG - A independência sexual, emocional e financeira das mulheres vai interferir muito nos novos relacionamentos. A necessidade de independência vem desde cedo no ser humano. O adulto é como a criança: quer estar no colo da mãe, mas também quer brincar. Só que mudaram as prioridades. Antes, o amor ganhava da individualidade por que não havia o que fazer com a individualidade. Não tinha televisão, meio de transporte. Hoje temos inúmeras tecnologias, 100 canais de TV que facilitam os momentos de lazer e o ipood para ouvir música sozinho. Ou seja, a individualidade é um bem precioso, que ninguém quer (e não deve) abrir mão para viver com alguém. Os homens não serão mais protetores ou provedores e sim companheiros de viagem. E a idéia de amor cultivada principalmente pelas mulheres, muito ligada ao casamento, terá de ser desfeita. Não é um caminho fácil, mas o mundo está mudando (ou melhor, nós o mudamos) e temos de nos adequar a ele.

AF – A convivência pode ser afetada pela instabilidade financeira?
FG - Pode. Por isso é tão necessário e urgente que a união aconteça entre pessoas com afinidades, com planos e projetos semelhantes, e não entre opostos como geralmente acontece. Quem procura o seu oposto, está buscando a tal “metade”, alguém para preencher uma sensação de incompletude. Mas essa sensação de que falta alguma coisa não pode ser preenchida por outra pessoa. Temos de nos resolver em si mesmos antes de nos unir a alguém.

AF – Qual o peso da afinidade, da auto-estima, da individualidade e da sexualidade numa relação a dois?
FG - Todos são fatores determinantes para uma relação de boa qualidade. É preciso encontrar um parceiro com o qual valha a pena jogar o jogo da vida em dupla. Deixa de ser necessário e passa a ser uma escolha. Mais do que isso: uma possibilidade, porque depende de encontrar o parceiro. E, claro, tem de ter afinidade, principalmente intelectual para compartilhar projetos, filhos, profissão, etc.

AF - Como está a saúde mental da mulher contemporânea?
FG - As mulheres estão um tanto mais ansiosas e deprimidas do que antes por vários motivos. Dentre os principais estão o aumento das responsabilidades profissionais (assumem funções cada vez mais diferenciadas e onde são mais severamente avaliadas) e a dificuldade de compatibilizar uma atividade de trabalho assim exigente e competitiva com os anseios sentimentais e domésticos que ainda lhes são característicos.

AF – Na sua opinião, por que o amor e a individualidade não caminham na mesma direção?
FG - O amor romântico – ciumento, opressivo e sufocante – não tem mais chances de dar certo por que é incompatível com o desejo crescente do individualismo. Aos poucos, as pessoas estão reconhecendo o quão imaturo e desgastante é o amor tradicional que conhecemos. No mundo moderno, em que há muita atividade individual e interesses individuais, o amor como remédio não funciona porque ele é possessivo e exclui a liberdade. Isso ninguém tem suportado mais. Este amor vai ter de ser substituído por outra qualidade de relação. Os relacionamentos que vão durar são aqueles que aproximarem duas pessoas inteiras, e não duas metades.

AF – Qual a diferença entre amor-próprio e egoísmo? Até onde a mulher pode doar? Existe um equilíbrio?
FG - Pessoas mais egoístas são essencialmente mais “do mal”. Elas precisam receber mais do que estão dispostas a dar e isso as torna oportunistas e não confiáveis, são intolerantes a frustrações, de modo que não abrem mão de seus desejos mesmo se isso vier a prejudicar o parceiro. O amor-próprio, em princípio, não torna a pessoa egoísta. É apenas um indicativo de que a auto-estima está num bom nível. O oposto do egoísta é ser “do bem”, o que também não é muito bom porque tais pessoas, as mais generosas, alimentam a pior parte da alma dos egoístas. A visão de que todos temos dentro de nós o bem e o mal está mais que tudo a serviço de tumultuar os fatos e beneficiar os egoístas. Ninguém é santo, mas existem os egoístas, os generosos e os mais justos, que dão e recebem na mesma medida.

AF – A “instituição casamento” está com os dias contatos? Por quê?
FG - Os casamentos que unem duas metades, certamente, estão com os dias contados, embora sejam ainda os que mais acontecem. O problema decorre da falta de compreensão sobre o que de fato representa viver em comunhão. E, definitivamente, não é fazendo concessões e sufocando a individualidade que as relações vão se sustentar. O divórcio é fruto desse desentendimento. A maioria dos divórcios é de iniciativa da mulher. Porque casamentos de má qualidade são mais desgastantes para ela, que é quem culturalmente faz mais concessões no relacionamento.

AF – Na sua opinião, por que as razões que levavam as mulheres a se casar não se sustentam mais?
FG - Porque a vida da mulher não é mais a mesma depois da pílula anticoncepcional e da independência financeira. Uma mulher solteira não é mais discriminada socialmente, pode ter vida sexual com seus parceiros sem se casar, pode se sustentar perfeitamente, etc., ou seja, as mudanças concretas do mundo numa direção mais individualista melhoraram muito a qualidade de vida das pessoas solteiras, especialmente a das mulheres.

AF - Como fica o sexo neste novo contexto?
FG - Se o casal atingiu um bom nível de maturidade, em que há respeito pela individualidade, o sexo vai fluir naturalmente. Mas o sexo é um problema porque, em nossa cultura, ele vai melhor quando há briga. As pessoas gostam mais de transar com inimigos do que com amigos. Isso mostra como precisamos avançar no entendimento da questão sexual. Ainda é preciso inventar um erotismo que não seja comprometido com vulgaridade e violência. Para superar isso, é preciso ser criativo e entender que as leis da atração sexual não são as mesmas das relações afetivas de boa qualidade. Na hora do sexo, talvez seja necessário mudar o canal, no qual o outro tem de deixar de ser o parceiro sentimental para ser o outro. É assim que os casais que se amam de verdade descobrem estratégias para que o sexo flua.

AF – Você acredita que a mulher contemporânea deixou a maternidade em segundo plano?
FG - Para muitas sim, justamente porque é a parte mais difícil de conciliar com uma atividade profissional mais responsável e competitiva.

AF - É possível encontrar um equilíbrio entre a vida profissional, social e a afetiva?
FG - É muito difícil conciliar a vida profissional competitiva com uma vida conjugal -- e principalmente com a maternidade -- igualmente bem sucedida e gratificante. Esse é um dos grandes desafios da contemporaneidade e tornar-se-á mais importante ainda porque cresce rapidamente o número de mulheres mais bem preparadas profissionalmente, inclusive mais do que os homens (lembro que nas universidades de todo o mundo, as mulheres representam 60% dos estudantes).

AF – A importância que a mulher ainda dá para o amor é a mesma de tempos atrás?
FG - Acho que a grande maioria ainda atribui ao amor a mesma importância. Um número maior do que anteriormente atribui à independência financeira e sucesso profissional papel de igual relevância. Ainda assim essas também costumam conservar suas aspirações sentimentais.

AF – Os jovens estão experimentando mais com o “ficar”? Por quê?
FG - O “ficar” é a intimidade física sem compromisso entre um rapaz e uma moça da mesma faixa etária e da mesma classe social. Trata-se de uma ótima forma para que ambos se familiarizem com as sensações eróticas num contexto protegido em que não existe risco de irem às vias de fato, já que, em geral, encontram-se sempre em lugares públicos.

AF – Com o aumento da expectativa de vida, qual será o novo modelo de relação na terceira idade?
FG - A vida sexual e sentimental das pessoas na terceira idade será exatamente a mesma das fases anteriores: pessoas mais velhas se divorciam e casam de novo (ou então têm parceiros estáveis ou esporádicos). A vida média se estendeu de uma forma surpreendente e com boa qualidade de vida, de modo que a terceira idade ficou muito parecida com a "segunda".

AF - Para onde caminhará o amor na próxima década? Qual é o papel da mulher neste contexto?
FG - As relações afetivas estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. A maturidade emocional é uma conquista, você aprende a dar na mesma medida em que recebe. E isso incluiu trabalhar a individualidade. A mulher que se acostuma a viver vários relacionamentos que acabam não dando certo está insistindo na noção de amor antiquada, que não leva em conta que o mundo mudou. Portanto, o primeiro passo para atingir a maturidade é aceitar esse processo de mudança e buscar uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

AF – Fale um pouco do seu trabalho, sobre o último lançamento “Uma história do amor... com final feliz”.
FG - Desde 1966, quando me formei médico psiquiatra pela USP e fui assistente clínico do Institute of Pschiatry na London University, hoje com 65 anos, tive uma certeza sobre minha carreira: nunca me filiaria a escolas ou aceitaria doutrinas acadêmicas. Isso não quer dizer, claro, que não sofreria influências de vários pensadores. Minha grande fonte de inspiração como escritor, no entanto, em 41 anos de carreira, tem sido os meus próprios pacientes. Cerca de 8 mil já passaram pelo meu consultório. Hoje, atendo muitos pacientes em São Paulo, Nova York e Londres. Além disso, tenho um programa diário na rádio, respondo a perguntas dos ouvintes.
Sobre o meu mais recente livro, uma “história do amor”, quis abordar o sentimento no seu significado mais amplo. Não é uma história de amor qualquer. Ele tem dois finais: um é ficar sozinho; outro, bem-acompanhado. Ambos representam a vitória da individualidade. Mas a união tem de acontecer entre pessoas semelhantes, com os mesmos planos e projetos, e não entre opostos. Infelizmente, a união entre opostos – um generoso e um egoísta – é algo que acontece até hoje. Para mim, esse é o maior erro que as pessoas cometem nos relacionamentos.

13/03/2009

Atmosfesra Feminina - http://www.atmosferafeminina.com.br/internas/interna_generica.aspx?page=entrevista/home.ascx

domingo, 15 de março de 2009

Equilibrando carreira e vida pessoal

Repense a forma como lida com suas tarefas e aprenda a viver sem culpa

Ser mulher nos dias de hoje é quase como viver em uma casa cheia de goteiras. Você coloca sua mão para fechar uma delas, e outra começa a pingar. Você se estica e consegue colocar sua outra mão para fechar a segunda goteira. Uma terceira começa a pingar e você tira uma de suas mãos para fechá-la, deixando pingar outra. E assim surge uma quarta, uma quinta goteira. Sempre se contorcendo para tapá-las, você escuta o barulhinho das outras goteiras vazando, lembrando que você não está dando conta delas.


Algumas mulheres sentem-se obrigadas a ter que atender todas as expectativas em torno delas com perfeição. Principalmente as de ser profissional bem sucedida com seu salário, e de dona-de-casa, companheira e mãe. Mas o peso da obrigação não vem dos outros. Vem de si mesmas quando se colocam nesse grau cobrança. Se você acha que sua família demanda muito e não lhe apóia o suficiente, e que seu chefe e colegas de trabalho lhe sugam a energia, lembre-se que ninguém lhe obrigou a estar nesse papel. Ainda que tudo leve você a acreditar que não tem outra escolha a não ser cumpri-lo, perceba como antes de tudo, é você mesma quem se deixa colocar nesse papel. Ao se submeter às demandas externas e não deixar bem claro aos outros e a você mesma os seus limites, você consente a situação. Quando faz escolhas motivadas pelas expectativas externas, trai a si mesma. E tende a colocar a responsabilidade de sua insatisfação no que está lá fora.


Será que a mulher não faz o papel da super-heroína apenas para atender expectativas distorcidas baseadas naquilo que "a sociedade espera"? Ou porque precisa provar sua capacidade e atender ao seu ego que precisa se sentir importante e imprescindível?


Quando se sente fazendo mais do que pode e sempre renunciando a algo, como o contato familiar ou o sucesso profissional, a mulher começa a achar que os outros lhe devem o reconhecimento por todo o seu esforço. Se sua rotina pressupõe renúncias, torna-se obrigação dos outros lhe compensar por sua sacrificante dedicação. Começam as acusações, cobranças e desentendimentos. Nesse ponto já ultrapassou seus limites e está sobrecarregada e consumida. Por isso é importante identificar suas verdadeiras vontades, assumi-las e deixá-las bem claras para você mesma e para os outros, para que sejam respeitadas. Mas se você não identifica, não comunica claramente e continua no padrão de renúncia, perpetua a situação.


Pode ser que inconscientemente se apegue a imagem de super-heroína porque assim sente-se poderosa, ainda que isso lhe custe sua integridade. Seu marido não vai lavar a louça e colocar seu filho para dormir se você não pedir. Seu chefe não vai flexibilizar seu horário se você não mostrar que isso é viável. Os outros não vão propor uma mudança se eles se sentem confortáveis ou não percebem nada de errado. Cabe a você essa iniciativa. E quando o fizer, comunique-se na consciência de que foi você quem se deixou sobrecarregar. Portanto, exponha e explique seus limites e demandas de forma amorosa e clara, pois não há necessidade de acusar o outro ou de colocar-se como vítima.


Você sabe o que sua família espera de você, o que sua carreira espera de você, o que o mundo espera de você. Mas o que você mesma realmente quer?"Você sabe o que sua família espera de você, o que sua carreira espera de você, o que o mundo espera de você. Mas o que você mesma realmente quer?"

Quando identificamos o que realmente é importante para nós e quais os nossos limites, ganhamos mais fôlego e capacidade para administrar as situações do dia-a-dia. Aprendemos até onde podemos ir sem nos desgastar, e conseguimos nos comunicar com mais objetividade. Adquirimos assim a capacidade de otimizar nosso tempo e de harmonizar nossas atividades diárias. Nos sentimos mais livres, mais leves e realizadas.


Retomando nossa pergunta inicial, qual a fórmula do equilíbrio para a mulher? Não existe uma fórmula, mas infinitas. Podemos nos inspirar nos variados exemplos de mulheres que encontraram o seu equilíbrio, harmonizando tempo, demandas e vontades - internas e externas. Mas essas experiências são muito pessoais aos limites e vontades de cada uma dessas mulheres. Podemos usar a vivência delas como valiosas dicas, mas cada uma de nós deve construir sua própria fórmula pessoal, levando em conta a suas próprias características e condições individuais.


Encontrar nossa fórmula pessoal pode exigir diversas tentativas, muita paciência e perseverança. Mas afinal, não vale a pena? Muito melhor que ser super-heroína é ser você mesma: feliz. Então mãos à obra e feliz Dia Internacional da Mulher!

Você está valorizando você mesma ou tentando ser a super-heroína?

Sente-se sobrecarregada, estressada e frustrada em relação a você mesma e aos outros?
Precisa do reconhecimento dos outros?
Costuma centralizar e acumular atividades pois precisa se sentir imprescindível em casa ou no trabalho?
Identifica, assume e deixa claro seus limites e vontades sem culpas?


CONFIRA TAMBÉM NO ESPECIAL DIA DA MULHER:

Sou muitas e também sou única Como a mulher se percebe em meio aos diversos papéis que concilia? http://www.personare.com.br/revista/materia/125/ sou-muitas-e-tambem-sou-unica
A autoinvenção feminina Fugindo de moldes pré-estabelecidos, a mulher moderna se reinventa http://www.personare.com.br/revista/materia/120/a-auto-invencao-feminina

Encare o prazer de outra forma Reflita como viver sua sexualidade sem cobranças, seguindo seus desejos http://www.personare.com.br/revista/materia/121/encare-o-prazer-de-outra-forma

Aromaterapia para mulheres Óleos essenciais mais femininos, para melhorar da TPM à autoestima http://www.personare.com.br/revista/materia/124/aromaterapia-para-mulheres

Os homens nas cartas de Tarot Os segredos dos arcanos para ajudar a mulher no momento da conquista http://www.personare.com.br/revista/materia/123/os-homens-nas-cartas-de-tarot

Organize ambientes e ganhe energia Livre-se da bagunça e atraia boas vibrações para sua vida http://www.personare.com.br/revista/materia/117/organize-ambientes-e-ganhe-energia

Mulher, qual é o seu estilo? Reconheça seus diferenciais femininos nas Rainhas do Tarot http://www.personare.com.br/revista/materia/116/mulher-qual-e-o-seu-estilo-

Ayurveda: alimentação para a saúde Substituições de alimentos para seguir no dia-a-dia e somar bem-estar http://www.personare.com.br/revista/materia/122/ayurveda-alimentacao-para-a-saude

Aproveite a vibração das cores Use os princípios do Feng Shui para escolher suas roupas e acessórios http://www.personare.com.br/revista/materia/118/aproveite-a-vibracao-das-cores-

Vaticano critica bispo que excomungou aborto no Brasil

Em artigo publicado pelo jornal da Santa Sé, o Osservatore Romano, neste sábado, o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Monsenhor Rino Fisichella afirma que os médicos que praticaram o aborto na menina de 9 anos, grávida de gêmeos após ter sido estuprada pelo padrasto, não mereciam a excomunhão.

"São outros que merecem a excomunhão e nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e a ajudarão a recuperar a esperança e a confiança, apesar da presença do mal e da maldade de muitos", escreve Monsenhor Rino Fisichella, um dos mais próximos colaboradores do papa Bento 16 e maior autoridade do Vaticano em bioética.

Na avaliação do prelado, o arcebispo de Recife e Olinda, José Cardoso Sobrinho, foi apressado e deveria ter se preocupado primeiro com a menina.

"O caso ganhou as páginas dos jornais somente porque o arcebispo de Olinda e Recife se apressou em declarar a excomunhão para os médicos que a ajudaram a interromper a gravidez. Uma história de violência que, infelizmente, teria passado despercebida se não fosse pelo alvoroço e pelas reações provocadas pelo gesto do bispo."

Segundo Monsenhor Fisichella, o anúncio da excomunhão por parte de D. Jose Cardoso Sobrinho colocou em risco a credibilidade da Igreja Católica.

"Era mais urgente salvaguardar a vida inocente e trazê-la para um nível de humanidade, coisa em que nós, homens de igreja, devemos ser mestres. Assim não foi e infelizmente a credibilidade de nosso ensinamento está em risco, pois parece insensível e sem misericórdia", escreve o bispo.

'Como um machado'

Na avaliação do prelado, a prática do aborto neste caso não teria sido suficiente para dar um parecer que "pesa como um machado", porque houve uma contraposição entre vida e morte.

Ele reconhece que, devido à idade e às precárias condições de saúde, a menina corria serio risco de vida por causa da gravidez. E justifica os médicos, que em sua opinião, merecem respeito profissional.

"Como agir nesses casos? É uma decisão difícil para os médicos e para a própria lei moral. Não é possível dar parecer negativo sem considerar que a escolha de salvar uma vida, sabendo que se coloca em risco uma outra, nunca é fácil. Ninguém chega a uma decisão dessas facilmente, é injusto e ofensivo somente pensar nisso."

De acordo com o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, segundo a moral católica a defesa da vida humana desde sua concepção è um principio imprescindível.

O aborto não espontâneo sempre foi e continua sendo condenado com a excomunhão, que é automática.

"Não era, portanto, necessária tanta urgência em dar publicidade e declarar um fato que se atua de forma automática, mas sim um gesto de misericórdia."




http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-3-46-414-20090314

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional de quem mesmo?

Manifesto: Dia Internacional de quem mesmo?
por FEMININO ESSENCIAL - Patricia Fox - info@heramagica.com.br




Por Patricia Fox


Quando uma maioria é tratada como minoria - estou sendo sarcástica - temos algo irônico, porém ainda necessário, como o controverso Dia Internacional das Mulheres.
Por outro lado, é a oportunidade de nos lembrarmos dos absurdos que ainda são cometidos a mais da metade da população mundial.
Esses absurdos que não se limitam a violência física, normalmente enfatizada nessa ocasião. A violência emocional é a base para toda e qualquer outra forma de agressão... E precisamos lembrar que a violência e preconceito não atingem só as mulheres distantes de uma realidade sócio-cultural menos estruturada, mas a todas nós. Melhor dizendo, a todas e a todos nós, seres humanos (e demais seres que fazem parte desse planeta).

Durante muitos anos eu me recusava a fazer qualquer celebração nessa data, pois achava totalmente preconceituosa na PRÁTICA essa data. Sei o porquê e sei da raiz desse dia, mas tudo isso também foi deturpado, muitas vezes se restringindo a "dar rosas" às mulheres, sem nenhum conteúdo ou conceito do ato.
Mas resolvi olhar por outro ângulo. Resolvi tentar fazer minha parte aproveitando as oportunidades para dar uma voz maior a algo que faz parte do meu dia-a-dia.

Precisamos dar orgulho e noções de confiança e auto-estima. Precisamos falar abertamente das nossas reais necessidades femininas, como o crescer, amadurecer e envelhecer como mulheres dignas e conscientes de quão única é cada uma.
Sentir nossos corpos, mentes e espíritos, deixar que nossas emoções expressem essas necessidades, quebrar padrões limitadores sobre nossa sexualidade e formas de sentir e agir, olhar mais pra si mesmas "de dentro pra fora" e de "fora pra dentro" e não nos adequarmos simplesmente ao "imaginário masculino".

Não referir nossa espécie como "o homem", mas sim como SERES HUMANOS. Cada vez que ouço ou leio essa expressão "O HOMEM" minha alma arde. Esse pra mim é o mais contundente "preconceito conceituado" e que normalmente é desígnio, ou seja, intento, da nossa espécie. Na realidade, somos:
SERES HUMANOS,
SERES QUE VEM DO HUMUS,
SERES DA TERRA FÉRTIL,
SERES DESSE PLANETA MÃE QUE FUNCIONA DE FORMA EXTREMAMENTE FEMININA, CÍCLICA.

Mas o que fazer?

QUESTIONAR, QUESTIONAR E QUESTIONAR o que é dado como normal. Não há mais condições de vivermos num mundo feito por mulheres e homens, mas com os ditames do ponto de vista masculino. Isso precisa mudar e está mudando... Graças a tantas mulheres e homens que resolveram transformar suas realidades e dessa forma, TRANSFORMAR O MUNDO.

Queria muito escrever mais sobre tudo isso e argumento não falta... Mas deixo espaço aqui para que cada uma (e um) de nós coloque SUA ANÁLISE mental e emocional sobre tudo isso...

O bastão da palavra segue...

Honrando cada ventre, mente e coração sagrados... Beijos


Patricia Fox
Projeto Hera & Feminino Essencial
www. heramagica.com.br
www.femininoessencial.ning.com

*Patricia Fox é eco-feminista, graduanda do curso de Filosofia e condutora de Espiritualidade Femininia. Também faz parte do movimento mundial "O Milionésimo Círculo de Mulheres".


--
Patricia Fox
Consultoria em Espiritualidade Feminina e Bem-estar Global da Mulher

(11) 9784-6064 (com)
MSN: patricia.fox@windowslive.com

Skype: fox.patricia

Websites:
Projeto Hera - Ano IX : www.heramagica.com.br

Feminino Essencial: www.femininoessencial.com.br

Círculo de Mulheres Virtual: www.femininoessencial.ning.com

Blog, fotos, textos e videos:
www.patriciafox.multiply.com

www.patriciafox.blogspot.com

Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=ls&uid=8168258056841710598

"Que nossos caminhos estejam abertos, as escolhas sejam sábias e os passos sejam firmes. Com Paz, Sabedoria e Amor!" P.Fox



por FEMININO ESSENCIAL - Patricia Fox - info@heramagica.com.br
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Sexo Divino

por Gilberto Cabeggi - gilberto.cabeggi@papolegal.net



Digam o quiserem. Mas não dá para negar que uma das coisas mais importantes de um relacionamento de casal é o sexo.

Sei que isso que digo pode parecer tendencioso, ou mesmo limitado, mas experimente perguntar a quem quer que seja o que o sexo representa na vida dele... Você vai se surpreender com as respostas.

A verdade é que sexo é algo maravilhoso na vida da gente. Mas são raros os que o vivem plenamente e tiram dele toda a grandeza que ele tem, toda a satisfação, toda a vivência e toda a compreensão do que ele significa e representa de verdade.

O que se está perdendo com isso é a comunhão através do sexo. A união suprema entre dois seres, duas almas, que poderiam se entregar uma à outra de modo mais autêntico, mais sincero, mais amoroso e profundo, para se darem a chance de se conhecerem mais profundamente e viverem mais plenamente sua união.

Sexo precisa ser feito com amor. Aquele sexo verdadeiro, que une o casal, que amplia o afeto, que molda um relacionamento saudável, que une os companheiros em corpo, mente e alma.

Sexo é muito importante. Se você compreende isso é porque, sem dúvida, já teve o prazer de se relacionar sexualmente com alguém de maneira que tudo à sua volta pareceu desaparecer e, depois da relação, você sentiu que amava aquela pessoa mais ainda do que antes. E ela a você!

Um amigo enviou-me um texto, falando do sexo verdadeiro, essencial, do sexo divino:



Seu corpo se une ao meu
E todas as coisas ao redor se apagam.
Tudo o mais deixa de ter importância...
Somos só você e eu.

Sexo com amor é bênção divina.
É a porta para um paraíso
Que está além da nossa compreensão...
Pode ser alcançado, vivido, mas não compreendido.

Quando seu corpo se une ao meu,
Isso é apenas o começo
De uma união maior...
São nossas almas que se unem
E se encontram em um mundo
Que pertence somente a nós dois.

Quando nossos corpos em êxtase se juntam,
Nossas almas se fundem
E nos tornamos um só...
Duas metades de uma mesma alma,
Que voltam a se completar...
Então, entendemos e vivemos o paraíso.

Sexo, com amor, é bênção divina,
Mas apenas os que descobrem isso,
E acreditam nisso, podem vivenciá-la.

Amar, acima de tudo, quando se faz sexo...
Ou simplesmente “fazer amor”,
Como se costuma dizer...

É nesses momentos que a união de almas gêmeas
Se manifesta de maneira mais profunda,
Ampliando a significação
Do que é ser feliz. (Ionaz)




Quero convidar você a pensar um pouco sobre tudo isso. No mínimo, o sexo bem praticado, praticado com amor, calma, respeito, admiração e deleite, é uma oportunidade única de você estar com seu companheiro “realmente a sós”. É uma chance de deixar as atribulações do dia-a-dia do lado de fora e ficar somente vocês dois, num ambiente só de vocês, onde tudo o que existe de importante é o seu companheiro. É uma oportunidade maravilhosa de se sentir valorizado e de fazer com que seu companheiro se sinta valorizado. É a chance de vocês sentirem que são alguém com quem alguém realmente se importa, porque existe entre vocês um amor mais profundo.

Sexo feito com amor, carinho e envolvimento, começa com a excitação e a união dos corpos, passa pelo turvamento dos pensamentos – porém, com a iluminação da mente − e se completa com uma fusão de almas.

E cada um dos parceiros emerge dessa relação mais amoroso, amando mais e sendo mais amado pelo companheiro.


Gilberto Cabeggi é escritor, autor do livro
“Todo Dia É Dia de Ser Feliz”, pela Editora Gente.

por Gilberto Cabeggi - gilberto.cabeggi@papolegal.net
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PROFECIA MAYA, 2012 E NOSTRADAMUS – É O MESMO QUE O FIM DO MUNDO?


por Rosemary Rezende - rosemary@terapeutaholistica.com.br

A maioria das pessoas já ouviu falar que o calendário Maya acaba no dia 21 de dezembro de 2012 . E Realmente nesse ano acontece o alinhamento do sol com o centro da nossa galáxia e isso é muito raro, ocorrendo apenas em ciclos de 26 mil anos.
Nostradamus, suposto médico e estudioso de alquimia e astrologia, também se refere a esse alinhamento galáctico e em suas centúrias existem muitas profecias relacionadas a esse fato e ao ano de 2012.

A cada 26 mil anos, as estrelas se alinham de tal forma no céu que o sol parece estar exatamente no centro da nossa galáxia. Esse é um evento importante na opinião de astrólogos e alquimistas.

A rotação inclinada da terra faz com que o céu mude muito lentamente, apenas um graus a cada 72 anos, esse deslocamento do ponto vernal é chamado de a precessão dos equinócios (guarda analogia com o deslocamento aparente do sol, acima e abaixo do equador celeste, e é responsável também pelas quatro estações). Como se desloca apenas um grau a cada 72 anos leva 26 mil anos para que a terra faça o giro completo (360°) pelas constelações.

Em seus escritos, Nostradamus, parece reconhecer os cálculos de precessão dos equinócios. Em 21 de dezembro ocorre o solstício de verão e parece que foi por isso que os Mayas encerraram nesta data seu calendário.

Há 26 mil anos passados a terra estava no período de Cro-Magnom, e a Terra também entrava na era de Aquário. Na metade aquele período ocorreu a última era do gelo e ali muitas espécies se extinguiram devido ao derretimento das camadas polares, inclusive naquele tempo apareceu o Alaska. Muitas mudanças são esperadas também para a entrada dessa era de aquário.

Alguns sugerem que o alinhamento galáctico vai fazer com que a temperatura do planeta dê um salto, o que acarretará grande aquecimento global, derretimento de gelo e diminuição das calotas polares, com conseqüente aumento dos oceanos, invasão de costas e destruição de algumas espécies.

Os cientistas já comprovaram que desde 1998, a cada ano o verão aumenta alguns graus. Na quadra 98 de suas centúrias Nostradamus também faz referência a esse fato. Em seu livro perdido, há sete desenhos com muitos signos e que são interpretados de várias formas. Entre elas de que neste ano, que coincide com o final do calendário maya, haverá três grandes eclipses, um do sol, outro de Vênus contra o sol e o último do sol já no centro da galáxia. Segundo este autor, são esses eventos que desencadeiam tudo em 2012.

Os Mayas, Egípcios, os Índios Hopi, os Indianos e Nostradamus acreditam que nos astros está todo o sentido e História da humanidade.

Alguns cientistas, historiadoras, arqueólogos e estudiosos livres especulam que os egípcios alinharam as pirâmides para Órion justamente porque nesse ponto marca a metade do ciclo de 26 mil anos que vivemos agora. Muitos desses estudiosos afirmam claramente que nossos ancestrais entendiam e se guiavam pela movimentação celeste. As próprias pirâmides e templos, tanto mayas quanto egípcios confirmam esse fato.
Como os egípcios, Nostradamus, acreditava que mensagens sobre o futuro podem ser lidas no firmamento.

Por outro lado, astrônomos explicam que existem ciclos de movimentação, de crescimento e decrescimento da força do campo magnético da terra. Quando este campo está forte, ele desvia muita radiação e até pequenos meteoros da direção do planeta. Neste ciclo, atravessamos o enfraquecimento do campo magnético da Terra. E então estamos mais expostos à radiação solar, o que acarreta aquecimento do planeta, derretimento de gelo, aumento do nível do mar e conseqüente destruição de vida no planeta.

Então pela primeira vez há coincidência entre previsões de cientistas e místicos? E esse seria o início de grandes desastres planetários?

Os Mayas, Egípcios, Nostradamus e as imagens do seu livro perdido apontam para o raro acontecimento no mundo que é o alinhamento galáctico e todas as profecias são parecidas e coincidem em datas. Entretanto, a humanidade ainda está aqui, não obstante a Terra já ter passado por cinco grandes destruições.

Fulcanelli, um antigo alquimista e estudiosos de símbolos, fez correlação direta entre a alquimia, que transforma os materiais; e a mudança que ocorrerá agora em 2012; onde a destruição de algumas espécies trará um colapso e posterior renascimento, como na sublimação e posterior colação alquímica.

Ainda afirma que na antiga fraternidade dos pedreiros (referência aos maçons) tem conhecimento de todos os fatos, o que se comprova nos signos incluídos em igrejas e catedrais góticas da Europa. Como o Leão, o touro, a figura humana = aquário e a águia, que seria igual ao signo de escorpião, encontrados na fachada da famosa Notre Dame, em Paris, circundando um sol central. Segundo o alquimista esses seriam signos de aviso do grande alinhamento galáctico.

Todas essas mensagens encontradas em textos, tradições orais, templos, pirâmides etc., podem apontar para 2012. Mas todas essas mensagens são cifradas. Nostradamus, que vivei no século XVI, em meio a perseguições de nobres e igrejas também cifrou as suas. As mensagens existem, resta saber se nós as interpretamos direito.

De toda forma, é fato que o clima e a Terra, nos últimos anos, tem apresentado um comportamento anômalo, dificultando até mesmo a percepção da passagem das quatro estações. Furacões, tornados, terremotos, tsunamis, aquecimento elevado, desaparecimento de espécies mais frágeis e outras tantas em risco de extinção. Estamos realmente em perigo. Mas isso indicaria que 2012 é um ano de mudanças apocalípticas?

Astrônomas e astrofísicos já refutaram a possibilidade do tal planeta Nibiru, que seria oculto existir e menos ainda que se choque com o planeta, assim não será o fim do mundo. Mas ao mesmo tempo dizem que em 2012 ocorre o clímax da atividade solar e esse fenômeno sim pode desencadear outros acontecimentos importantes (para maiores informações ver o filme Uma verdade Inconveniente).

E onde fica a escolha humana? Onde está o nosso poder de decisão?

A cultura Hopi, norte americana, também tem suas histórias sobre o mesmo período e alertam para a importância da mudança no homem.

Devemos celebrar e até desejar essas mudanças. Precisamos fazer a transição de paradigmas, nos integrarmos a nossa individualidade e realidade interna. Mas importa também reconhecer o valor do Eu interagindo e mudando o Nós e então irmos em direção ao nosso re-equilíbrio e o equilíbrio do ambiente, afinal somos e sempre seremos todos um.

Links

http://br.cinema.yahoo.com/filme/13687/umaverdadeinconveniente
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por Rosemary Rezende - rosemary@terapeutaholistica.com.br
Tecnica Agrícola, Medica Veterinária, Homeopata, Terapeuta Holística. Atualmente trabalhando com Terapia Nexus, massoterapia Indiana, Numerologia Indiana, Florais e Homeopatia
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O Estereótipo do Macho


por Nelson Matheus Silva - matheussilva_frc@yahoo.com.br

(*) Por José Joacir dos Santos

O apresentador do prêmio norte-americano de cinema chamado Oscar, o ator australiano Hugh Jackman, atualmente com o “título” de homem mais sexy do mundo, onde toca faz fortuna, confunde a cabeça de muita gente mal-resolvida e é um ser humano exemplar. Em entrevista à televisão norte-americana, o ator contagia a audiência com sua alegria de viver, seu charme pessoal, sua felicidade por fazer tudo o que gosta e, especialmente, o respeito pelo ser humano independentemente do gênero. Um dos papéis no teatro que mais lhe deram a fama e prestígio foi encenando a vida de um famoso ator gay. Fez o personagem tão profissionalmente que causou furor no teatro. A mulher de Hugh conta que ficava nos bastidores do teatro esperando o marido e ouvia a todo instante, dos colegas dele: ele é ou não é? Isso é muito comum na vida real quando alguém se sobressai em alguma coisa e não incorpora o estereótipo – que as pessoas tanto precisam! Hugh interpretou um ator gay, daqueles que não sabem onde colocar as mãos, e isso incomodou muita gente porque o ator mostou que aquele personagem era apenas um ser humano. Na verdade, é o que incomoda é que ele é um profissional dedicado, que dança, canta, faz qualquer papel, no teatro ou em filmes, e é um apresentador de mão cheia.

O que faria um ator estrangeiro tão equilibrado no meio de tanto desequilibrio que existe no mundo do teatro e nos bastidores do cinema norte-americano? Hugh disse na entrevista que sua mãe largou seu pai com cinco filhos homens quando ele tinha pouco mais de 8 anos de idade. A receita parece simples: o pai dele! Abandonado pela mulher, o pai assumiu os dois papéis. Fez isso tão bem e com tanto amor pelos filhos que todos são equilibrados e de sucesso naquilo que fazem. Essa é a receita para a felicidade: amor de pai, responsabilidade para com os filhos, sentimento profundo do que é a essência do ser humano e, acima de tudo, não despejar nos filhos os seus problemas conjugais. O ator também prova que os estereótipos são apenas pobres estereótipos. Algumas pessoas se seguram neles porque não têm algo mais interessante em suas vidas. Qual é o problema de um homem hetero fazer bem o papel de um homem gay no cinema ou no teatro e vice-versa? Qual é o problema de alguém ser gay, hetero, tartaruga, cabra, vaca ou elefante? Quando entramos nessa discussão sobre gays, há um fator de desequilíbrio muito grande na opinião das pessoas que se manifestam contra, como se a vida das pessoas fossem o “cordão vermelho” ou o “cordão azul”.

Essas pessoas esquecem que o homem ou mulher gay é um ser humano normal, com todas as faculdades naturais da vida, com habilidades para desempenhar qualquer função e que a diferença entre seres humanos está apenas na inteligência, na capacidade de administrar a vida, de amar e ser amado, nada mais. “Somos todos iguais nesta noite”, diz a canção! Claro que há os que não se erguem por medo, trauma ou baixa-estima. Esses são infelizes porque menosprezam a inteligência e não lutam pelos seus direitos civis, que na Constituição Brasileira está escrito que é para todos, independente de cor, raça, credo. O ser humano equilibrado é aquele que tem boas e respeitosas relações sociais com seres humanos de gêneros diferenciados, sem confusão mental do que ele realmente é. Na era em que estamos, é comum pais solteiros, homens separados que ficam com os filhos e homens gays adotarem crianças. As mulheres já fazem isso há muito tempo e muita gente que se diz inteligente pensava que essa era uma função só de mulher. O que existem em comum entre eles é amor, respeito pelo ser humano e acima de tudo responsabilidade civil – ao contrário das gerações anteriores onde pais achavam que filhos homens tinham que ser machos matadores, irresponsáveis, mulherengos e negligentes com sua prole. Estatísticas feitas nos países escandinavos e nos Estados Unidos mostram que filhos de pais solteiros ou separados, héteros ou gays, são equilibrados e obtém sucesso na vida porque isso não depende do gênero, mas de educação, amor, atenção, respeito, cuidados especiais. É a presença física do pai na vida do filho ou da filha, seja ele pai solteiro, separado, gay ou equilibrista que dá segurança emocional, confiança, maturidade, equilíbrio, que são a chave para o sucesso na vida.

O desequilíbrio humano, que faz com que o ser mergulhe no curto caminho das drogas, da criminalidade e das irresponsabilidades sociais e civis não tem a ver com gênero, preferência sexual ou aparência. Tem a ver com desequilíbrio emocional oriundo da falta de uma pessoa que incorpore em suas vidas a essência amorosa, respeitosa e responsável do um pai ou da mãe – e isso não faz diferença entre filhos de sangue ou adotivos. Recentemente, foi notícia nos EUA uma cadela que já adotou 88 animais, entre eles cachorros, gatos e filhotes diversos e amamentou, lambeu e acariciou todos eles até o momento que em eles se ergueram e assumiram suas vidas – aí ela se prepara para a próxima adoção, com o sentimento que ninguém esperava ver nos cachorros! Essa cadela também dá outra lição: gato criado por cadela não vira cachorro nem aprende a latir. Continua a ser gato. A diferença é que não mais compra a falsa idéia de que gato e cachorro são inimigos, assim como heteros e gays. Hugh conta que, no início da carreira em New York, ligou para o pai para dizer que ia cantar em um lugar muito famoso da cidade, tipo Teatro Nacional, e o pai dele pegou um avião na Austrália, no dia seguinte, e foi aos EUA assistir a apresentação do filho, vestido em seu melhor paletó. Alguém tem dúvida, ainda, porque o rapaz é um sucesso?

(*) José Joacir dos Santos
É doutor em Psicologia e faz curso especial em Sexologia na Universidade de San Francisco, EUA.

Texto revisado por: Cris

por Nelson Matheus Silva - matheussilva_frc@yahoo.com.br
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Alma Gêmea...


por Renata Cibele Lima - dlima_r@yahoo.com.br


Você sonha encontrar sua alma gêmea?


Então, responda:


- Tem certeza que deseja encontrar uma alma que seja gêmea?

- Você se aceita?

- Tem MUITA PACIÊNCIA com você mesmo?

-Gostaria de mudar, se fosse possível, algo em você?

-Atribui a você muitas qualidades e defeitos?

- Gosta de sua aparência? Do seu jeito?

- Lida bem com suas emoções?

-Você gosta da própria companhia?

-Agora imagina... você andando por aí e de repente encontrasse um outro você! Iria paquerar, namorar, casar, ...?

Se respondeu SIM para TODAS as perguntas, você está preparado e disposto a se aguentar mais um pouquinho tendo seu próprio EU refletido em outra pessoa. Sua Alma idêntica!

Será mesmo que deseja um outro igual a você? Ou será mais saudável trocar e aprender com alguém que tem outras visões e respostas diante da vida?

Vivenciar o amor é sempre bom! Alma gêmea ou alma amada o que importa é amar!

Abraço,


por Renata Cibele Lima - dlima_r@yahoo.com.br
Autora do livro: O Despertar - Um novo olhar...pela Editora LTE, onde através de um olhar amoroso reconheço que a vida e o outro são os agentes transformadores de nosso ser. Visite: http://renatacibelelima.blogspot.com/
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Radharani – O Lado Feminino de Deus


por Rosemary Rezende - rosemary@terapeutaholistica.com.br

Aproveitando o mês da mulher no Ocidente, gostaria de propor uma discussão muito feminista..rsss. Em homenagem a nós mulheres, vamos falar sobre o lado feminino do Supremo Absoluto. Inspirado em discussão teológica de Satyaraja Dasa
A compreensão Vaisnava da Verdade Suprema fornece uma resposta satisfatória para a pergunta “Deus é masculino ou feminino?”.
Essência da beleza e da relação,
Quintessência da compaixão e bem-aventurança,
Corporificação da doçura e do brilho,
Epítome da arte, da graciosidade no amor:
Que minha mente se refugie em Radha,
A quintessência de todas as essências.
—Prabodhananda Sarasvati
Krsna é descrito como Deus na literatura Védica porque Ele tem todas as qualificações de Deus. Por que você sabe que o Presidente dos Estados Unidos é o Presidente? Porque ele tem as qualificações do Presidente. Ele tem certas credenciais. Não é que você possa simplesmente “imaginar” que alguém é o presidente e então – puf! – ali está o presidente. Não. Assim, se você estudar Krsna seriamente, você verá que Ele possui todas as opulências: força, beleza, riqueza, fama, conhecimento e renúncia. Qualquer um que tenha todas as essas qualidades em plenitude é Deus..
Mas a consciência de Krsna vai além, Radharani é a manifestação feminina de Deus. Ela é a mulher suprema. Então, vemos Deus tanto como masculino quanto como feminino.
Daí vem a pergunta: se vocês reconhecem que Deus é tanto masculino quanto feminino, por que o principal mantra de vocês – aquela oração que você canta o tempo todo – é focado em Krsna, o aspecto masculino de Deus ?
Vejamos o mantra:


Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.


Hare é uma forte súplica a Radha. Por ‘Hare’, nós nos referimos à Mãe Hara, outro nome de Radha, de forma suplicante. Hare é a forma vocativa de Hara. Basicamente, o mantra está pedindo à Mãe Hara, Radha, que ‘por favor, ocupe-me no serviço ao Senhor’.
Do ponto de vista Vaisnava, ou da consciência de Krsna, a energia feminina divina (shakti) implica uma fonte de energia divina (shaktiman). Assim, quando a deusa se manifesta nas várias tradições Vaisnavas, ela sempre tem uma contraparte masculina. Sita se relaciona com Rama; Laksmi corresponde a Narayana; Radha com Krsna. Uma vez que Krsna é a origem de todas as manifestações de Deus, Sri Radha, Sua consorte, é a fonte de todas as shaktis, ou energias. Ela é, portanto, a Deusa original.
O Vaisnavismo pode ser visto como uma espécie de Shaktismo, no qual a purna-shakti, a mais completa forma da energia feminina divina, é adorada como o aspecto mais proeminente da divindade, até mesmo eclipsando o Supremo masculino em alguns aspectos. No Sri-Vaisnavismo, por exemplo, Laksmi (uma expansão primária de Sri Radha) é considerada a divina mediatriz, sem a qual o acesso a Narayana não é possível. Em nossa tradição da consciência de Krsna, Radha é aceita como a Deusa Suprema porque Ela controla Krsna com Seu amor. Vida espiritual perfeita só é obtenível por Sua graça.
Na tradicional literatura Vaisnava, Krsna é comparado ao sol e Radha ao brilho solar. Ambos existem simultaneamente, mas um vem do outro. Ainda assim, dizer que o sol existe antes do brilho solar é incorreto – tão logo existe sol, existe brilho solar. E o mais importante: o sol não tem significado sem brilho solar, sem calor e luz. E calor e luz não existiriam sem o sol. O sol e o brilho solar, portanto, coexistem, um igualmente importante para a existência do outro. Pode-se dizer, então, que eles são simultaneamente unos e distintos. Eles são, em essência, uma única entidade – Deus – que se manifesta como dois indivíduos distintos com o objetivo de se relacionarem interpessoalmente
O Senhor Krsna encanta o mundo, mas Sri Radha encanta até mesmo Krsna. Assim, Ela é Deusa suprema de tudo. Os dois não são diferentes, como evidenciam as escrituras reveladas. E, ao mesmo tempo, eles são unos, assim como o almíscar e sua essência são inseparáveis, ou como o fogo e seu calor não são diferentes. Enfim, Radha e Krsna são um, embora Eles tenham aceitado duas formas para desfrutarem de um relacionamento. Caitanya-caritamrta (Adi-lila 4.95-98)

A Melhor das Gopis
Sri Radha é, dentre todas as gopis – vaqueiras namoradas do Senhor Krsna – a original. Ela é capaz de comprazer a Krsna com apenas um olhar de relance. Ainda assim, Radha sente que Seu amor por Krsna pode se tornar sempre mais grandioso, portanto Ela se manifesta como as diversas gopis de Vrndavana, que satisfazem o desejo de Krsna por relacionamentos ricos em variedade (rasa).
As gopis são consideradas o kaya-vyuha de Sri Radha. Não existe uma palavra em inglês [ou em português] equivalente a este termo, mas ele pode ser explicado da seguinte maneira: Se uma pessoa pudesse existir simultaneamente em mais de uma forma humana, aquelas formas seriam chamadas o kaya (corpo) vyuha (multiplicidade de) daquele determinado indivíduo. Em outras palavras, é a mesma pessoa, mas ocupando diferentes espaços e tempos com diferentes humores e emoções. Como a única razão da existência de Radha e Krsna é a troca de sentimentos amorosos, as gopis existem para auxiliá-lOs.

Muitos detalhes de suas vidas e serviço – incluindo a idade As gopis são divididas em cinco grupos, o mais importante sendo o parama-preshtha-sakhis, as oito gopis primárias: Lalita, Vishakha, Citra, Indulekha, Campakalata, Tungavidya, o humor, o aniversário, temperamento, nesse amor, instrumento, cor da pele, nome dos parentes, nome do cônjuge, melodia favorita, melhores amigas, e outras informações de cada uma delas – são descritos nas escrituras Vaisnavas. Esses elementos formam a substância de uma meditação interna, ou sadhana, projetada de forma a levar o devoto para o reino espiritual. Através desta meditação, gradualmente se desenvolve prema, amor por Krsna. Essa forma avançada de contemplação, todavia, deve ser feita apenas por devotos avançados sob a guia de um mestre autêntico. Tal nível é raramente alcançado. É, portanto, recomendado que se pratique o cantar do santo nome e que se aceite o caminho regulado de vaidhi-bhakti – ou a prática da devoção sob estritas regras e regulações – como é ensinado no movimento para a consciência de Krsna. Assim se alcançará naturalmente o nível mais elevado de consciência espiritual.
A tradição Vaisnava na linha do Senhor Caitanya vê, claramente, o amor das gopis como amor transcendental da mais alta estirpe, retaliando acusações de sexualidade mundana com claras definições distinguindo luxúria e amor. Assim como o conceito da Noiva-de-Cristo na tradição cristã e o conceito cabalístico do Divino Feminino do misticismo Judaico, a verdade por trás do amor das gopis é de profunda natureza teológica e constitui o zênite da compreensão espiritual. O amor das gopis, representa o amor mais puro que uma alma pode ter por sua origem divina; a única relação que tal amor talvez tenha com a luxúria mundana é a aparência, aparência esta que é desfeita tão logo se estude os livros deixados pelas autoridades puras e auto-realizadas acerca destes tópicos tão queridos ao coração.

por Rosemary Rezende - rosemary@terapeutaholistica.com.br
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Consciência de Si [Trecho]

por Ashara G. Souza - ashara@secrel.com.br


Existem dois tipos de consciência: a consciência mental e a presença consciente. Infelizmente na língua portuguesa temos somente uma palavra.

Já em inglês, por exemplo, temos duas: “Conscience” e “Consciousness” A primeira palavra significa consciência racional, mental, material, consciência das coisas cotidianas. A segunda palavra significa um estado de presença consciente, um estado de observação ampla e alerta. Nesse segundo significado podemos colocar a “consciência de si”.

Ter consciência de si é o caminho para o autoconhecimento. E autoconhecimento, claro, significa conhecer a si mesmo.

Parece simples, não? Mas, essa talvez seja a tarefa mais difícil que o ser humano pode realizar. Principalmente porque independe da vontade racional. Depende muito mais de um “anseio da alma”. A boa nova é que todos nós nascemos com esse anseio, mas desafortunadamente poucos conseguem acessar esse profundo desejo da alma.

Note que novamente caímos na mesma diferença: desejar com a mente e atingir uma meta é fácil, mas desejar com a alma ou, melhor ainda, deixar que o desejo da alma nos indique o caminho requer uma tremenda coragem.

Agora eu lhe pergunto caro leitor: Como podemos resolver nossos problemas se não sabemos como olhar para nós mesmos? Por conseguinte não sabemos como olhar para os mesmos. Parece que foi criada uma cisão, uma esquizofrenia. Estamos tão fixados na mente e na matéria que não conseguimos ver mais nada nem ninguém, inclusive não conseguimos mais nos ver.

Osho enfatiza bem essa questão:

“Você está vivendo num mundo onde há seis bilhões de pessoas que nada sabem sobre si mesmas. A ignorância nunca foi tão espessa e a noite nunca foi tão longa.

Mas seja qual for o caso no mundo, cada indivíduo é capaz de sair fora dessa escuridão.

A primeira coisa que ele tem que constatar é que ele não conhece a si mesmo. E o que quer que ele conheça sobre si mesmo são somente opiniões impostas pelos outros.

Alguém lhe disse que você é muito inteligente e era tão satisfatório crer nisso que você acreditou. É necessária imensa coragem para se desassociar de tudo aquilo que você tem acreditado que você é.”

Namastê!

por Ashara G. Souza - ashara@secrel.com.br
Terapeuta Holístico com formação em Psicologia Transpessoal, Dinâmicas de Grupo, Constelação Familiar, Renascimento... Palestrante, ministra workshops e seminários em diversas cidades do Brasil. Viveu na Índia onde fez grande parte da sua formação terapêutica na Osho Multiversity. Atualmente coordena o Estação Zen (e-zen.com.br) em Fortaleza-CE.
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E-mail: ashara@secrel.com.br

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Qual é o seu bicho interior?

por Ramy Shanaytá - ramyshanayta@kvt.org.br

Descobrir qual é o bicho interior é uma prática comum no Xamanismo, nascida da sabedoria mais antiga dos anciões de etnias indígenas, principalmente dos povos da América do Norte, como o povo Lakota.

Os povos da América Central e da América do Sul também praticavam este diagnóstico ou técnica de revelar qual é o animal aliado que uma pessoa se identifica, mediante suas características individuais como força espiritual, vontade, visão, personalidade, interiorização, etc.

É conhecido popularmente como animais de poder, ou seja, uma força aliada, aquela que revela sua índole como ser racional e emocional, além de trazer a consciência e a força sutil de proteção.

É natural em uma prática Xamânica as expressões - Você é protegido pelo urso! - ou - Seu animal de poder é a Águia!

A partir de uma aprofundada observação psicológica, nascida das pesquisas de Carl Gustav Jung, nasceu o conceito dos arquétipos que, em síntese, refere-se aos símbolos presentes em nosso inconsciente coletivo que corresponde à herança mental que todo ser humano recebe ao formar-se no ventre. Assim, o conceito de animal de poder foi entendido pela sociedade moderna como arquétipos dos animais, presentes nas atitudes humanas.

Os benefícios desta prática são amplamente positivos no que diz respeito ao auto-reconhecimento dos potenciais inatos no ser que muitas vezes, por falta de um trabalho interior mais centrado, esquece-se de observar as regiões mais profundas e intimas do nosso eu.Mas, afinal, qual é o seu bicho interior?

Onça = revela a aguçada observação de tudo, o foco e a agilidade na ação.

Beija-flor = procura sempre o interior para nutrir-se e sustentar a sua vida.

Tartaruga = é interiorizada e serena nas atitudes a serem realizadas.

Tatu = sustenta a origem vivendo dentro do útero da Mãe Terra e constrói seus caminhos.

Arara = sabe a hora de romper com sua roupas velhas, pois tira as próprias penas para dar lugar a novas.

Macaco = reconhece que todas as partes de seu ser, quando em alinhamento, são importantes para o equilíbrio na vida.

Borboleta = reconhece que cada estado ou ciclo de vida é importante para alcançar o vôo de ir mais além.

Bicho preguiça = realiza seus movimentos sempre sustentando seu equilíbrio.

Cobra = a velocidade de seu movimento só ocorre com a presença de todo o seu ser.

Harpia = para voar alto é necessário transcender o medo do desconhecido através da ação em fazer o que necessita ser feito.

Coruja = a sabedoria sustentada na interiorização.

Animais aliados e a sabedoria tradicional e milenar dos povos nativos.

Onça = a força do curador.

Beija flor = a força da reza, do contato com outras dimensões da vida, o pajé.

Tartaruga = a força do ancião e da orientação.

Tatu = o construtor de caminhos e a força de transformação.

Arara = A visão espiritual, o transe e a capacidade de ver espíritos.

Macaco = A inteligência da observação, a intuição.

Borboleta = a energia da transmutação, a força de cura pela consciência.

Bicho preguiça = a serenidade do ancião, a sabedoria.

Cobra = a força de proteção.

Harpia = a visão além do alcance.

Coruja = a senhora do mistério, do segredo.

A vida animal produz um grande universo de ensinamentos para os seres humanos.Destituídos de vergonha, os animais expressam seus movimentos de vida.Marginalizados, como seres inferiores, são os exemplos da linguagem da natureza.Os quatro patas, os rastejantes, os alados, os aquáticos ensinam sua potência através dos diferentes entrecruzamentos, que são:sua cores;sua forma física;o som produzido;as pinturas de sua pele;seu comportamento.

Por exemplo, o teiu, uma espécie de lagarto, ao ser ferido por uma cobra, procura um tubérculo -a cabeça de nego ou batata de teyú*, ele cava a terra e mastiga a planta para produzir sua cura.
Procurei fazer referência aos animais da fauna brasileira para a valorização da biodiversidade e da sabedoria desta terra das palmeiras que reconhecemos como Brasil.

Texto revisado por: Cris por Ramy Shanaytá - ramyshanayta@kvt.org.br

Ramy Shanaytá é co-fundador do Instituto KVT (fundado em 1995) e da Instituição Filantrópica e Cultural Templo Ará Tembayê Tayê da tradição Tubakwaassu, Editora KVT e KVT - Desenvolvimento da consciência empresarial, Escritor, conferencista, professor e pesquisador de plantas medicinais. Outro site: http://www.kvt.org.brLido 693 vezes, 23 votos positivos e 3 votos negativos. E-mail:ramyshanayta@kvt.org.br

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