domingo, 10 de maio de 2009

Update: BBC posta vídeo de árvore em pulmão de homem

Lembra quando sua mãe dizia pra você não engolir o caroço da maçã que uma nasceria uma dentro do seu estômago? Lenda, né? Pois parece que não. Um site russo deu hoje a notícia de que um homem tinha crescendo, dentro do pulmão, uma árvore de 5 centímetros.O paciente chegou ao hospital com dores fortes no peito e tossindo sangue. Depois de ser examinado, os médicos acharam que ele estivesse com câncer e, quando foram fazer a biópsia, encontraram os galhos verdes espetando o órgão. Segundo o site, os médicos acham difícil que o paciente tenha engolido o objeto inteiro. Para eles, é mais provável que a mini-árvore tenha crescido lá dentro.O caso vai ser estudado para entender se existe mesmo a possibilidade de uma planta se desenvolver dentro do corpo humano. Só sei que eu não arrisco mais engolir caroço de melancia....

***************** Update*****************

A BBC acaba de liberar um vídeo da cirurgia do homem. Pra quem tava duvidando, veja aqui.

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/index2.shtml

Cérebro de mãe é 'turbinado' em todos os sentidos

Um dos fenômenos muito especiais da maternidade é o deslocamento do eixo de preocupações de uma fêmea: a vida orientada para suas próprias necessidades passa a se concentrar também no cuidado e bem-estar de seus filhos. A natureza dá uma forçinha para que esse projeto de cuidar da cria seja bem sucedido, já que as alterações hormonais características da gravidez, parto e lactação, permitem com que o cérebro das mães seja "turbinado" nessas fases. O cérebro materno é por definição um modelo espetacular do fenômeno de neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro em criar novas conexões em resposta a um estímulo. A maior parte das evidências de incremento de funções cerebrais com a maternidade tem origem em estudos com mamíferos inferiores, especialmente os roedores. Pesquisas apontam que não só as alterações hormonais, mas também o ambiente rico em estímulos associados à maternidade (por exemplo múltiplas novas tarefas, sons, cheiros) têm um papel importante nesse 'upgrade' cerebral das mães. A maioria dos mamíferos compartilha instintos maternais de defender seu ninho e sua cria. Ao ter que optar entre sexo, drogas, alimento, ou seu ratinho recém-nascido, mamães ratas fazem a escolha por seus ratinhos. O cuidado com os filhotes ativa nas mães centros cerebrais de recompensa ligados ao prazer, mesmo no caso de filhotes adotivos, e essa também é uma forma de explicar as raízes do altruísmo. Esse fenômeno também foi demonstrado entre as mães humanas ao ouvir o choro dos filhos, ou simplesmente ao olhar para eles. Em ratinhas, temos evidências de que a maternidade provoca aumento do volume dos neurônios e mais conexões em algumas regiões cerebrais. Mais recentemente, tem sido demonstrado também o fenômeno de geração de novos neurônios. Essas mamães passam a apresentar melhor desempenho em orientação espacial e memória, ficam mais corajosas e rápidas para capturar a presa, e com menos sinais de ansiedade em situações de estresse. Tudo em prol de uma maior capacidade de alimentar as crias. Não é à toa que Artemis é ao mesmo tempo a deusa grega do parto e da caça. E esses efeitos parecem durar bastante. As mamães ratinhas chegam ao equivalente humano de 60 anos de idade com melhor performance e coragem, além de menor declínio cognitivo e também menos sinais de degeneração cerebral quando comparadas a ratinhas virgens da mesma idade. E com os pais? As pesquisas são menos abundantes do que com as mães, mas também revelam que tanto primatas como roedores apresentam mudanças cerebrais com a paternidade: aumento de conexões, melhor habilidade espacial e menos sinais de ansiedade. É possível que a neurobiologia da maternidade humana não seja tão diferente daquilo que já foi demonstrado em mamíferos inferiores, já que a maior parte do código genético dos humanos é idêntica à dos ratinhos ou dos primatas. Não duvido que as mães modernas com suas rotinas de malabaristas apresentem adaptações cerebrais associadas à maternidade bem mais robustas do que das ratinhas, já que são submetidas a um nível de estimulação ambiental como nenhuma outra espécie. Além de cuidar da cria e de sua própria sobrevivência, frequentemente protagonizam diversos outros papéis simultâneos (esposa, amante, conselheira, provedora, profissional realizada ou em busca de realização, dona-de-casa, etc.). É estímulo para dar, vender e jogar fora! *Ricardo Teixeira é doutor em neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" (www.consciencianodiaadia.com).

http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-34--18-20090508

Aranhas aumentam de tamanho por causa de aquecimento global

08 Mai 2009 13:17

Geleiras derretendo? Humpf... esse é o menor dos problemas. Cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, publicaram um estudo dizendo que o aquecimento global pode ser a causa do aumento no tamanho das aranhas carnívoras habitantes do Ártico. Segundo a pesquisa, que acompanha a espécie há dez anos, elas já estão 10% maiores... Imagina daqui uns 50 anos? Ai credo...


http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/index1.shtml